Poesia Sim - Lau Siqueira
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Domingo, Novembro 25, 2007

ENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES
Encerrou neste sábado o Encontro Natalense de Escritores que, já na sua segunda edição, pode ser apontado como um dos principais eventos literários do Nordeste. Na quinta-feira participei de uma mesa falando sobre o tema “Poesia, Pois é.. Poesia”, ao lado de um dos principais nomes da vanguarda nordestina, o poeta Jarbas Martins, além do jornalista Nelson Patriota e do também poeta Tarso de Melo. A Fundação Capitania das Artes está de parabéns pelo sucesso do evento. Não é sempre que se vê um público de mais de mil pessoas para ouvir escritores brasileiros.

MINHA ABORDAGEM
Falei, logicamente, sobre poesia. Só não perdi a oportunidade de lançar novamente o grito de guerra sobre a falácia acerca do mercado inexistente para a poesia e sobre a necessidade de consciência profissional dos escritores. Foi maravilhoso, também, encontrar amigos queridos como Moacy Cirne, um dos criadores do Poema Processo e Marize de Castro, uma das poetas mais contundentes que já li. Também pude reencontrar o “jovem escriba”, Carlos Fialho, que tenho citado como um nome promissor da nova ficção brasileira.

LUA CHEIA EM LUCENA
Na sexta-feira pela manhã, cedinho retornei para João Pessoa. Vários compromissos me aguardavam. À noite atravessei o rio com meu amigo Paulo Ró para apresentar o livro da sua cara metade - “Essa luz que me guia” -, a amiga Tina (Ernestina Cornélio), sobre o município de Lucena, uma antiga colônia de pescadores. Depois da cerimônia de lançamento, pudemos assistir uma apresentação do grupo Cambindas Brilhantes, uma das mais fortes expressões da cultura popular da Paraíba. Em Natal, também, pude conferir o saxofonista Luiz Fernando Veríssimo com sua competente banda e uma maravilhosa apresentação de um grupo de Coco Zambê.

EM PORTO, A POESIA QUE IMPORTA
O Poesia Sim recebeu a agradável visita do poeta gaúcho Sidnei Schneider, um dos organizadores do festival Porto Poesia que trouxe pra cena mais de 50 poetas de Porto Alegre em setembro passado. Sidnei fez a gentileza de enviar um vídeo sobre o evento, onde aparecem o meu querido Mário Pirata e o próprio Sidnei. Confiram! Um dia ainda levo meu barco de papel para atracar nesse Porto.

SIDNEI SCHNEIDER

Agrada-me o chegar perto do fogo,
no tão próximo onde se desfazem
as certezas, amo o gesto e o risco,
a aventura do fogo, e tanto mais
se for para roubá-lo de Zeus Pai.

(Prometeu, um belo poema de Sidnei, extraído da revista Germina Literatura)

LIVROS COMPRADOS ONTEM
Da coleção “poetas do mundo”, da Editora UnB, comprei o livro Não Mais, de Czeslaw Milosz, poeta da Lituânia e Bosque da Maldição de um dos principais nomes da poesia sérvia contemporânea, Miodrag Pávlovitch. Também não resisti e trouxe para casa a bela edição de “Ideograma – lógica, poesia, linguagem”, uma antologia de ensaios organizados pelo imortal Haroldo de Campos.

MIODRAG PÁVLOVITCH

Sombra desconhecida
dentes cerrados
diante da porta

Condenados
a florescer
nas paredes

Um grilo na janela
encontrou o caminho
de ida e volta às estrelas

(poema Noite, tradução de Aleksander Jovanovic, do livro Bosque da Maldição)

NOTÍCIAS DO LIVRO
Na loja virtual instalada aqui no blog, o Texto Sentido continua vendendo. Um livro que não está e provavelmente não estará nas livrarias, já teve exemplares comprados em Santa Cruz do Sul (RS), Botucatu (SP), Campinas (SP), Cacoal (RO), São Paulo (SP), Jaguarão (RS), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e outras cidades. Aqui em João Pessoa está aos cuidados de Marinho, um artesão, na Praça da Alegria, no CCHLA da UFPB. Na próxima edição deverei abordar as minhas idéias acerca das estratégias necessárias aos poetas contemporâneos, para a venda dos seus livros, sem as “dentadas” dos livreiros que topam receber o livro em consignação, como diria Chacal.


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ENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES
Encerrou neste sábado o Encontro Natalense de Escritores que, já na sua segunda edição, pode ser apontado como um dos principais eventos literários do Nordeste. Na quinta-feira participei de uma mesa falando sobre o tema “Poesia, Pois é.. Poesia”, ao lado de um dos principais nomes da vanguarda nordestina, o poeta Jarbas Martins, além do jornalista Nelson Patriota e do também poeta Tarso de Melo. A Fundação Capitania das Artes está de parabéns pelo sucesso do evento. Não é sempre que se vê um público de mais de mil pessoas para ouvir escritores brasileiros.

MINHA ABORDAGEM
Falei, logicamente, sobre poesia. Só não perdi a oportunidade de lançar novamente o grito de guerra sobre a falácia acerca do mercado inexistente para a poesia e sobre a necessidade de consciência profissional dos escritores. Foi maravilhoso, também, encontrar amigos queridos como Moacy Cirne, um dos criadores do Poema Processo e Marize de Castro, uma das poetas mais contundentes que já li. Também pude reencontrar o “jovem escriba”, Carlos Fialho, que tenho citado como um nome promissor da nova ficção brasileira.

LUA CHEIA EM LUCENA
Na sexta-feira pela manhã, cedinho retornei para João Pessoa. Vários compromissos me aguardavam. À noite atravessei o rio com meu amigo Paulo Ró para apresentar o livro da sua cara metade - “Essa luz que me guia” -, a amiga Tina (Ernestina Cornélio), sobre o município de Lucena, uma antiga colônia de pescadores. Depois da cerimônia de lançamento, pudemos assistir uma apresentação do grupo Cambindas Brilhantes, uma das mais fortes expressões da cultura popular da Paraíba. Em Natal, também, pude conferir o saxofonista Luiz Fernando Veríssimo com sua competente banda e uma maravilhosa apresentação de um grupo de Coco Zambê.

PORTO POESIA
O Poesia Sim recebeu a agradável visita do poeta gaúcho Sidnei Schneider, um dos organizadores do festival Porto Poesia que trouxe pra cena mais de 50 poetas de Porto Alegre em setembro passado. Sidnei fez a gentileza de enviar um vídeo sobre o evento, onde aparecem o meu querido Mário Pirata e o próprio Sidnei. Confiram! Um dia ainda levo meu barco de papel para atracar nesse Porto.

SIDNEI SCHNEIDER

Agrada-me o chegar perto do fogo,
no tão próximo onde se desfazem
as certezas, amo o gesto e o risco,
a aventura do fogo, e tanto mais
se for para roubá-lo de Zeus Pai.

(Prometeu, um belo poema de Sidnei, extraído da revista Germina Literatura)

LIVROS COMPRADOS ONTEM
Da coleção “poetas do mundo”, da Editora UnB, comprei o livro Não Mais, de Czeslaw Milosz, poeta da Lituânia e Bosque da Maldição de um dos principais nomes da poesia sérvia contemporânea, Miodrag Pávlovitch. Também não resisti e trouxe para casa a bela edição de “Ideograma – lógica, poesia, linguagem”, uma antologia de ensaios organizados pelo imortal Haroldo de Campos.

MIODRAG PÁVLOVITCH

Sombra desconhecida
dentes cerrados
diante da porta

Condenados
a florescer
nas paredes

Um grilo na janela
encontrou o caminho
de ida e volta às estrelas

(poema Noite, tradução de Aleksander Jovanovic, do livro Bosque da Maldição)

NOTÍCIAS DO LIVRO
Na loja virtual instalada aqui no blog, o Texto Sentido continua vendendo. Um livro que não está e provavelmente não estará nas livrarias, já teve exemplares comprados em Santa Cruz do Sul (RS), Botucatu (SP), Campinas (SP), Cacoal (RO), São Paulo (SP), Jaguarão (RS), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e outras cidades. Aqui em João Pessoa está aos cuidados de Marinho, um artesão, na Praça da Alegria, no CCHLA da UFPB. Na próxima edição deverei abordar as minhas idéias acerca das estratégias necessárias aos poetas contemporâneos, para a venda dos seus livros, sem as “dentadas” dos livreiros que topam receber o livro em consignação, como diria Chacal.



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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

MANDE NOTÍCIAS DO MUNDO DE LÁ
Fim de semana bastante corrido esse último. Na quinta, foi o lançamento de Texto Sentido, para onde se dirigiram muitos amigos e leitores. Pessoas que eu conhecia e pessoas que temo não reconhecer ao cruzar na rua. Vendemos 153 livros. Uma média bacana para um lançamento de Poesia em João Pessoa. Quer conferir? Neste link do portal Achei Paraíba, você verá as fotos do lançamento. No link da TV Cabo Branco você poderá assistir uma entrevista minha, no link Café e Cultura – programa Bom Dia Paraíba.

VENDA DE LIVROS
A venda de livros continua com exclusividade, a princípio, na Praça da Alegria, no CCHLA da UFPB, com Marinho (93069630) ou mesmo pela Internet, na loja virtual criada pelo meu amigo bamba em ferramentas virtuais, Dario. As vendas ficarão a cargo de Adriana Uchoa. Em breve talvez estaremos disponibilizando a venda num site e num link aqui no blog. O preço é o mesmo para João Pessoa e para fora, R$ 10,00. No caso de ser pelo correio, acrescenta-se o valor da postagem.

NOTÍCIAS DO LANÇAMENTO
Sabe quando as coisas têm tudo para dar errado e fica tudo maravilhoso? Foi assim. Trabalhei até às 18 horas, para lançar o livro às 20h. Queria ter feito tudo no pátio do Centro Cultural Saelpa, mas a ameaça de chuva não permitiu. Portanto, ficou um lançamento metade dentro e metade fora do Parahyba Café. No entanto, o chorinho da Escola de Música Toque de Vida, agradou todo mundo e a performance da atriz Susy Lopes com meus poemas, foi um arraso. O lançamento teve um clima de harmonia destacado por todos, um clima de comunhão. Só tenho agradecer às pessoas que emprestaram suas boas energias para que tudo fosse assim.

PRÓXIMOS LANÇAMENTOS
Dia 22 de novembro estarei lançando o livro e numa mesa sobre Poesia, no Encontro Natalense de Escritores. No dia 23, estarei em Lucena apresentando o livro da minha amiga Tina, sobre a história da cidade. Também vou fazer um lançamento especialíssimo para minhas amigas Darley e Dora, que estavam doidas pra ir e não puderam porque estavam trabalhando na organização de um evento. Este lançamento será para umas doze pessoas, aproximadamente.

SUSY LOPES
Conheci Susy Lopes ainda menina, em 1998, recitando meus poemas no lançamento do meu segundo livro, O Guardador de Sorrisos. Não foi por acaso que a convidei para a festa de lançamento. Susy foi o melhor coquetel que poderia ter oferecido. Uma atriz talentosa e jovem que o Brasil precisa conhecer.

POESIA FRANCESA DO SÉCULO XIX

Sobre as cinzas dos astros, as indivisas da família, estava
O pobre personagem, deitado, após haver bebido a gota de
Nada que falta ao mar. (o frasco vazio, visão, loucura, tudo
o que resta do castelo?) O Nada tendo partido, resta o
castelo da pureza (ou os dados – acaso absorvido)

(Stéphane Mallarmé, poema Ele se deita no túmulo. Tradução de José Lino Grünewald)

TREM BÃO!
Estivem em Belo Horizonte no sábado e domingo passados e senti o quanto Drummond ainda respira na capital das alterosas. Conheci o Itatiaia Hotel, já bastante degradado, onde morou Drummond. Aliás, fiquei bem pertinho, no Hotel Amazonas, também um prédio bastante antigo da Avenida Amazonas. Me impressionei com o Museu de Artes e Ofícios. Conheci a esquina do Clube da Esquina, os arcos por onde Drummond, Pedro Nava e outros passeavam por cima, de madrugada. A cidade cheira a Drummond. Que maravilha! Viva Belô! Aliás, Belorzonti, como dizem os mineiros.

BABILAK BAH
Fui no sábado à noite para um show coletivo em frente ao museu e encontrei meu amigão Babilak Bah, da Orquestra de Enxadas. Conheci o poeta Fred Maia e o músico Valdo Lima do Vale. Pessoas de primeira qualidade. Não tive tempo para muito mais coisas, porque passei o sábado inteiro numa reunião de trabalho e tive que voltar no meio da tarde de domingo. Até porque o Aeroporto de Confins fica realmente nos confins. Com exceção de uma reunião de trabalho com sombras de estranho azedume, todo o resto foi muito astral. Jantamos num restaurante agradabilíssimo chamado Botica, como velhos amigos, mesmo que estivéssemos nos conhecendo. Com exceção de Babilak e Ana Paula, conheci todos os outros naquela noite de sábado. Enfim, que a poesia nos una sempre.

Soneto de LUÍS DE CAMÕES, pra encerrar o post.

No mundo poucos anos, e cansados,
vivi, cheios de vil miséria dura;
foi-me tão cedo a luz do dia escura,
que não vi cinco lustros acabados.

Corri terras e mares apartados,
buscando à vida algum remédio ou cura;
mas aquilo que, enfim, não quer ventura,
não o alcançaram trabalhos arriscados.

Criou-me Portugal na verde e cara
pátria minha alenquer; mas ar corrupto
que neste meu terreno vaso tinha,

me fez manjar de peixes em ti, bruto
mar, que bates na Abássia fera e avara,
tão longe da ditosa pátria minha!



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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

DIA 8 DE NOVEMBRO, QUINTA-FEIRA...
É o dia em que, às 20h, estarei lançando meu livro, Texto Sentido, no Parahyba Café – Usina Cultural da Saelpa, início da Epitácio Pessoa. Uma das mais conhecidas avenidas na capital da Parahyba. Também preciso dizer que por motivos estritamente pessoais decidi cancelar o lançamento em Jaguarão-RS, onde nasci. Apesar do esforço do pessoal de lá, para quem declaro meus agradecimentos por tudo. (Afinal, até passagem conseguiram.) Pra concluir, acabo de ser convidado pela escritora e amiga Marize Castro para participar do Encontro de Escritores Natalenses. Logicamente aceitei. Quem sabe rola um lançamento por lá.

FINALMENTE O LIVRO
Hoje fui pra Recife resolver uma questão de trabalho na Imbiribeira e na passagem pelo charmoso bairro de Casa Forte, que fica logo na entrada da cidade, peguei os exemplares do meu livro. Ficou uma edição simples, mas suficientemente bonita para mostrar os poemas e o belo desenho de Constança Lucas, na capa. Já está tudo aqui, na minha casa. Na mala do carro, esperando pela quinta-feira.

COMO SERÁ O LANÇAMENTO?
Hoje convidei a atriz Suzi Lopes para fazer o cerimonial artístico. Ela topou! Já havia convidado o grande poeta, cantador e dramaturgo Astier Basílio para fazer a apresentação do livro, dentro do ritual descontraído do lançamento. Ele também topou. Ontem, o velho maestro Vicente da Nóbrega disse que vai levar um grupo de chorinho. Os amigos e amigas da música prometeram cantar... enfim, como o lançamento de Sem Meias Palavras, vai ser um momento de celebração à vida e à poesia que, aliás, não sobrevivem muito tempo quando separadas. Enfim, vai rolar um som por lá. Vai ter um microfone aberto para quem quiser dizer poesia. Muita gente do bem sorrindo... este é o coquetel que ofereço: arte e paz. Muita paz!

AGRADECIMENTOS
Eu não sei por onde começariam meus agradecimentos. Inicialmente, porém, agradeço a Casa da Cultura de Jaguarão-RS, onde nasci. Infelizmente, por questões absolutamente pessoais, tive que cancelar o lançamento que faria lá, no dia 23. Afinal, foi o convite carinhoso da direção da Casa da Cultura que me fez sentir o impulso de fazer o livro, mesmo sem editora, bancando tudo do próprio bolso. Agradeço minhas filhas, Mariana e Mayra, minha neta Gabriela. Elas são a própria poesia pulsando em mim. Agradeço ao meu querido amigo Amador Ribeiro Neto, pessoa íntegra e intelectual brilhante, sempre tão disposto a mergulhar no que escrevo.
Meus amigos todos, enfim...
Sabe como eu identifico meus amigos? Pelo brilho do olhar.

FALTA MARINHO
Sim... Cadê Marinho? Quero meu amigo lá, vendendo meus livros e seus incensos. Falta convidá-lo. Ele farei isso logo. Aliás, acho que vou centralizar em Marinho a venda dos livros aqui em João Pessoa, na Praça da Alegria, da UFPB. Enfim, acho que está tudo se articulando. Vai ser uma composição...

UMA PALHINHA
Alguns poemas do livro e uma entrevista minha, vc poderá conferir no blog Algaravaria, do poeta Carlos Besen, de Porto Alegre.



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O Autor

Lau Siqueira nasceu em Jaguarão,RS. Publicou três livros: O Comício das Veias (Paraíba: Editora Idéia, 1993), O Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998) e Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia, 2002). Tem poemas publicados nas últimas edições do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e na antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002), organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel.

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